Cruzeiro: o destaque da temporada

O Cruzeiro de Cuca vem recebendo inúmeros elogios. “O futebol mais bonito do Brasil”, para muitos; “O Barcelona das Américas”, para outros (devido à forma de jogar adotada nas grandes vitórias, sem um atacante enfiado na área). Mais recentemente, o Cruzeiro recebeu, da CNN, o título de melhor time brasileiro do mundo. Nesse ranking, o time celeste ficou em oitavo lugar, atrás de Barcelona, Real Madrid, Manchester United, Milan, Porto, Chelsea e Borussia Dortmund. O time ganhou de grandes nomes do futebol Europeu, como Inter de Milão e Olympique de Marseille. Aliás, o Cruzeiro está ficando mal-acostumado. Em 2009, também foi eleito o melhor clube do século XX pela IFFHS.
Em um dos programas recentes do Faustão (não que eu seja um grande fã dele), ele, ao receber uma camisa do Cruzeiro autografada por Roger – e entregue pelas mãos de Deborah Secco -, fez o seguinte comentário: “Parabéns ao Cuca, ao time do Cruzeiro que voltou a jogar o futebol dos velhos tempos. Não importa o seu time, vale a pena ver o Cruzeiro jogar na Taça Libertadores da América. É um orgulho pra todo mundo que gosta de futebol pra valer. Só goleada!!!”. A última vitória do Cruzeiro, aliás, não foi goleada, mas foi histórica. O Once Caldas, da Colômbia, perdeu pela segunda vez em casa em competições internacionais. Foi a primeira vez que um time brasileiro ganhou do Once Caldas em partidas válidas pela Copa Libertadores. Hoje, o Cruzeiro é o único time ainda invicto na Libertadores 2011.
Mas porque surgiu essa chuva de elogios? Existem muitas respostas, muitas origens disso tudo. Aqui vai a minha opinião: o Cruzeiro de hoje é um time em construção desde 2007/2008. Com a constante manutenção de jogadores importantes, o Cruzeiro consegue sempre se renovar, mantendo a mesma base e tendo um elenco enxuto. Logo, depois de todo esse tempo, em 2011 temos um Cruzeiro bom em todas as áreas.

Fábio, o melhor goleiro do Brasil
No gol, temos o melhor do Brasil – e, sério, isso é sem discussão. A zaga, amplamente criticada em temporadas passadas, finalmente se acertou com a chegada de Victorino, uruguaio extremamente regular, bem posicionado e eficiente que, além de tudo, conseguiu fazer o nosso mais contestado zagueiro subir de produção: Gil. Ainda temos o Léo, que vem se apresentando bem nas ausências de Victorino. O lateral Pablo conquistou seu espaço e vem agradando bastante a torcida celeste. Gilberto (que alterna entre a lateral-esquerda e o meio-campo) é eficiente e pode ser, muitas vezes, decisivo.

O dono da camisa 10. Craque.
No meio de campo… É chover no molhado dizer que temos o melhor meio de campo do Brasil. Marquinhos Paraná (com seu futebol arroz-com-feijão, mas um ótimo marcador e fechador de espaços), Henrique (na minha opinião, o carregador de piano), Fabrício (atualmente no DM), Roger (que tem uma técnica indiscutivelmente apurada e, quando está nos seus bons dias, faz de tudo em campo) e Montillo. Esse merece até mais destaque. O argentino que chegou como uma incógnita e agora é, ao lado de Fábio, a maior estrela do time, continua conquistando a torcida com seus passes perfeitos, sua raça e sua entrega total dentro de campo. Montillo, nos seus dias ruins, é um bom jogador. Nos dias bons, é excelente.
No ataque, vou começar com Thiago Ribeiro: o jogador está numa excelente fase desde o ano passado. Dono de grande velocidade, vigor e técnica, o atacante tem sido importantíssimo em todos os jogos. Wallyson, do outro lado, também é um velocista, mais jovem, que além de correr o campo inteiro, tem faro de artilheiro. Os reservas mostram que podem repor à altura: o paraguaio Ortigoza tem se mostrado um bom reforço e costuma fazer gols. Brandão, emprestado do Olympique, promete ajudar bastante, na minha opinião. É o típico camisa 9, além de ser rápido.

No comando, temos o Cuca. O técnico mais ofensivo que o Cruzeiro teve nos últimos tempos. Aquele tipo de técnico que gosta muito mais de fazer gols do que de não levar (leia-se “o contrário de Muricy”). Humilde e trabalhador, Cuca conquistou a torcida e a imprensa mineira com seu trabalho à frente do time das 5 estrelas. Cuca, que nunca conquistou um grande título, tem potencial para isso esse ano. É seguir com o bom trabalho e sem deixar o sucesso subir à cabeça. Isso é essencial.
Acima de tudo isso, um fator importantíssimo para o sucesso do Cruzeiro é que todos os jogadores do elenco são um só. O time está mais unido do que nunca, com um ótimo clima, pés no chão e cabeça nas nuvens. Espírito de campeão.
Ao Cruzeiro, só resta continuar com o belo futebol e não decepcionar as bocas que se abriram para elogiar. Como? Com títulos. Eles são possíveis, sim.

Vamos, Cruzeiro!
Sobre Jorge Moisés: Da equipe da Dito, cruzeirense antenado no mundo do futebol. É um dos responsáveis pela implementação do odrible.





